sábado, 26 de junho de 2010

Auto Fidelidade

O sutil deixo para a delicadeza
Ela o compreende melhor
A solidão me parece mais agradável
E a propósito, entendo solidão como a presença
Do abstrato em sua maior intensidade
Como algo exato e preciso, ele nunca erra
Eu que sou vacilante.
E nessa solidão entendi:
Que muito do que penso não é meu
Está em mim
Nem tudo o que sei aprendi
Nem tudo por que passei vivi
Nem tudo o que chorei tem a proeminência de meu sofrer
No entanto quando o encontro comigo parece impossível
O frio da incompreensão vem me abater
De todas as portas de minha vida
A chave sempre esteve dentro de mim
Então procuro um espelho, quero lembrar de mim
Só vejo os outros, só escuto os outros
Não sou eu.
Devo lembrar! Devo lembrar... ! É perigoso, não posso me esquecer
Falta amor! Falta meu próprio amor!
Não posso passar um segundo sem me sentir
Sem escutar minha própria voz
Minha própria música
Meu próprio verbo
Viver meu livre arbítrio
Não vivê-lo seria minha maior transgressão
Já que assim “trairia” não o mundo,
Mas a mim.

2 comentários:

  1. Poxa,amigo .
    queria ter essa percepção
    é invejável.Entretanto, um pouco ameaçadora como toda verdade.

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  2. [..]Não posso passar um minuto sem me sentir
    Perfeito,sem palavras !

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