Cada palavra que escrevo é na verdade parte de minha alma
É uma lágrima que em algum momento não caiu
É meu refúgio, meu castelo, minha ilusão, meu real.
O brasão fotografado em meus olhos
Busca no mundo as ilusões das quais quero me desfazer
Quero queimá-las e dissipá-las
E minhas mãos serão o veículo
A caneta, minha espada
O pensamento, minha maior arma
Meu corpo, o intermédio
Entre a ilusão e o real
Entre o corrompido e o natural
Entre a ignorância e o mundo das idéias
Entre a coragem e o medo
Entre mim e o mundo.
Peço que a música toque
Que os boêmios não parem de sorrir
Que os pensadores não parem de refletir
Quero tudo no lugar
Para que, assim, possa sumir
Sem ao menos ser notado
E analisar à distância e com precisão
Todo o tumulto e calmaria
Refazer-me e retornar à terra
Os pés ao chão e a cabeça no inexplicável
Com idéias fixas e palavras exatas
Assim, poderei escrever com tudo o que me resta e mais
Com tudo o que tenho
Desta forma me doarei ao mundo
E darei ao próximo
Talvez não o que ele precise, mas, com certeza, o máximo que tenho para dar.
quarta-feira, 30 de junho de 2010
O Próximo
O próximo é outra face
É uma fase transitória
Entre a Luz e a escuridão
É a fome e o pão
Amor personificado.
O próximo é o outro
É a companhia e a solidão
É o negro, o branco e o mestiço.
Imperfeita imperfeição.
O próximo é seu problema e sua solução
Sua felicidade e desilusão
É quem você queria ser
E o que você mais despreza.
O próximo é seu espelho
Não é seu juiz, muito menos réu
É uma parte sua longe do que você diz ser seu.
É uma fase transitória
Entre a Luz e a escuridão
É a fome e o pão
Amor personificado.
O próximo é o outro
É a companhia e a solidão
É o negro, o branco e o mestiço.
Imperfeita imperfeição.
O próximo é seu problema e sua solução
Sua felicidade e desilusão
É quem você queria ser
E o que você mais despreza.
O próximo é seu espelho
Não é seu juiz, muito menos réu
É uma parte sua longe do que você diz ser seu.
sábado, 26 de junho de 2010
Auto Fidelidade
O sutil deixo para a delicadeza
Ela o compreende melhor
A solidão me parece mais agradável
E a propósito, entendo solidão como a presença
Do abstrato em sua maior intensidade
Como algo exato e preciso, ele nunca erra
Eu que sou vacilante.
E nessa solidão entendi:
Que muito do que penso não é meu
Está em mim
Nem tudo o que sei aprendi
Nem tudo por que passei vivi
Nem tudo o que chorei tem a proeminência de meu sofrer
No entanto quando o encontro comigo parece impossível
O frio da incompreensão vem me abater
De todas as portas de minha vida
A chave sempre esteve dentro de mim
Então procuro um espelho, quero lembrar de mim
Só vejo os outros, só escuto os outros
Não sou eu.
Devo lembrar! Devo lembrar... ! É perigoso, não posso me esquecer
Falta amor! Falta meu próprio amor!
Não posso passar um segundo sem me sentir
Sem escutar minha própria voz
Minha própria música
Meu próprio verbo
Viver meu livre arbítrio
Não vivê-lo seria minha maior transgressão
Já que assim “trairia” não o mundo,
Mas a mim.
Ela o compreende melhor
A solidão me parece mais agradável
E a propósito, entendo solidão como a presença
Do abstrato em sua maior intensidade
Como algo exato e preciso, ele nunca erra
Eu que sou vacilante.
E nessa solidão entendi:
Que muito do que penso não é meu
Está em mim
Nem tudo o que sei aprendi
Nem tudo por que passei vivi
Nem tudo o que chorei tem a proeminência de meu sofrer
No entanto quando o encontro comigo parece impossível
O frio da incompreensão vem me abater
De todas as portas de minha vida
A chave sempre esteve dentro de mim
Então procuro um espelho, quero lembrar de mim
Só vejo os outros, só escuto os outros
Não sou eu.
Devo lembrar! Devo lembrar... ! É perigoso, não posso me esquecer
Falta amor! Falta meu próprio amor!
Não posso passar um segundo sem me sentir
Sem escutar minha própria voz
Minha própria música
Meu próprio verbo
Viver meu livre arbítrio
Não vivê-lo seria minha maior transgressão
Já que assim “trairia” não o mundo,
Mas a mim.
Diálogo Consigo
Posso apagar as palavras ditas?!
Posso enxugar as lágrimas sofridas?!
E as feridas?! Posso Fechá-las?!
Posso parar o mundo e fazê-lo girar mais rápido?!
E se eu quiser ser criança mesmo em corpo de homem?!
O que me impede de ser um deus?!
O que me impede de ser ateu?!
O que me impede?! A não ser eu?!
Os números podem ser relativos?!
E as pessoas podem ser humanas?!
Por que não há espelho que reflita a alma?!
Por que a beleza está no silêncio?!
E o verdadeiro silêncio é o fechar dos olhos?!
Por que não consigo achar respostas para tantas perguntas?!
- Porque você não olha para dentro de si.
Posso enxugar as lágrimas sofridas?!
E as feridas?! Posso Fechá-las?!
Posso parar o mundo e fazê-lo girar mais rápido?!
E se eu quiser ser criança mesmo em corpo de homem?!
O que me impede de ser um deus?!
O que me impede de ser ateu?!
O que me impede?! A não ser eu?!
Os números podem ser relativos?!
E as pessoas podem ser humanas?!
Por que não há espelho que reflita a alma?!
Por que a beleza está no silêncio?!
E o verdadeiro silêncio é o fechar dos olhos?!
Por que não consigo achar respostas para tantas perguntas?!
- Porque você não olha para dentro de si.
Não Sou Tão Anormal
Quero a metalingüística
A crítica impiedosa e imparcial
A análise perfeita
Sobre política e jornal
Quero o mundo em minhas mãos
Enxergar cada detalhe
Quero a vida e a morte
O azar e a sorte
Quero viver
Cada segundo
Como se fosse o último
A crítica impiedosa e imparcial
A análise perfeita
Sobre política e jornal
Quero o mundo em minhas mãos
Enxergar cada detalhe
Quero a vida e a morte
O azar e a sorte
Quero viver
Cada segundo
Como se fosse o último
Espelho
Sou fogueira que precisa de lenha
Sou mar que precisa de gota
Sou carbono procurando um pulmão
Sou amor personificado em imperfeição
Um ato, um verbo
Uma queda, um beijo
Indivíduo
Um sonho...
Poeta de mim
Assim, sem querer
Apenas para ser
Sou metamorfose
A definição
O sensato, o erro
O meio, o elo
Da discórdia à união
Da injúria ao perdão
Do ódio ao amor
Todavia não juiz
Nem júri
Nesse palco sou ator
Sou platéia
Sou cortina, sou cadeira
Sou idéia
Sou tudo o que você quiser
Sem deixar de ser eu.
Sou mar que precisa de gota
Sou carbono procurando um pulmão
Sou amor personificado em imperfeição
Um ato, um verbo
Uma queda, um beijo
Indivíduo
Um sonho...
Poeta de mim
Assim, sem querer
Apenas para ser
Sou metamorfose
A definição
O sensato, o erro
O meio, o elo
Da discórdia à união
Da injúria ao perdão
Do ódio ao amor
Todavia não juiz
Nem júri
Nesse palco sou ator
Sou platéia
Sou cortina, sou cadeira
Sou idéia
Sou tudo o que você quiser
Sem deixar de ser eu.
Runner
Those things weren’t about you
Were about me
My fears and tears with nobody
My cold at midnight
Were about me
I thinked that my solitude could be traded
By your presence
I was wrong…
But, how much
Did I lose the line?!
But, When
Did I have the line?!
I miss you
I cried for me
I care about you
I didn’t trust in me
Because I knew
Those things never were about you
Always were about me.
I can change the world
I can translate hate in love
I can defeat the pain
But without you
I feel
I’m not a truth
I’m peace finding fight
I’m a fighter running from himself.
Were about me
My fears and tears with nobody
My cold at midnight
Were about me
I thinked that my solitude could be traded
By your presence
I was wrong…
But, how much
Did I lose the line?!
But, When
Did I have the line?!
I miss you
I cried for me
I care about you
I didn’t trust in me
Because I knew
Those things never were about you
Always were about me.
I can change the world
I can translate hate in love
I can defeat the pain
But without you
I feel
I’m not a truth
I’m peace finding fight
I’m a fighter running from himself.
Hoje Não Quero
Hoje não quero ver o tempo no relógio
Não quero escutar a voz da apresentadora de jornal
Não quero escutar rádio nem palavras
Não quero música agitada nem lenta demais
Quero a minha face refletida no espelho
Quero meu caderno de poesias
Meus rabiscos e lá fora
Quero ver os chuviscos
Prévia da chuva
Quero a tristeza para que eu possa entender
E o sorriso para que possa escrever aquelas palavras
Que ficam no fundo
Quase que soterradas , mas atônitas para saírem
Elas querem ser faladas, escritas, lidas e sentidas
Querem minha língua, minhas mãos
E um abrigo no coração de quem as possa ouvir.
Hoje não quero ninguém perto de mim
Quero conversar com o silêncio
Quero solidão
Quero meus sonhos e objetivos
Transformá-los, remendá-los, refazê-los e senti-los
Quero tudo
Menos o que se possa tocar
Não quero o nada
Nem meus desejos quero saciar
Quero morrer
Para nascer de novo
Dentro de mim
E assim poder escutar o barulho do relógio
E a apresentadora de televisão
Encarar o tempo do mundo e poder modificá-lo
Em silêncio, sem ninguém saber
Ser a metamorfose que sempre fui
Ao menos do corpo para fora
Porque da alma para dentro
Sou indefinível, mas me contento em me definir como Amor.
Não quero escutar a voz da apresentadora de jornal
Não quero escutar rádio nem palavras
Não quero música agitada nem lenta demais
Quero a minha face refletida no espelho
Quero meu caderno de poesias
Meus rabiscos e lá fora
Quero ver os chuviscos
Prévia da chuva
Quero a tristeza para que eu possa entender
E o sorriso para que possa escrever aquelas palavras
Que ficam no fundo
Quase que soterradas , mas atônitas para saírem
Elas querem ser faladas, escritas, lidas e sentidas
Querem minha língua, minhas mãos
E um abrigo no coração de quem as possa ouvir.
Hoje não quero ninguém perto de mim
Quero conversar com o silêncio
Quero solidão
Quero meus sonhos e objetivos
Transformá-los, remendá-los, refazê-los e senti-los
Quero tudo
Menos o que se possa tocar
Não quero o nada
Nem meus desejos quero saciar
Quero morrer
Para nascer de novo
Dentro de mim
E assim poder escutar o barulho do relógio
E a apresentadora de televisão
Encarar o tempo do mundo e poder modificá-lo
Em silêncio, sem ninguém saber
Ser a metamorfose que sempre fui
Ao menos do corpo para fora
Porque da alma para dentro
Sou indefinível, mas me contento em me definir como Amor.
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Dentro De Mim
Dentro de mim existe o bem, o mal e o além
Existe o erro, o acerto e a razão
O amor, o ódio e a compaixão
Dentro de mim há um universo congruente, paralelo e individual
Existe o Big Bang
A missa e o carnaval
Dentro de mim existe um eu
Dois eus
Três eus, vários eus
E eu só
Dentro de mim existe o verbo
Que me diz que dentro de mim existe ti
E dentro de ti
Estou eu
Em perfeito estado, preservado como um provérbio
Dentro de mim existe o alívio do julgamento errado
A mancha na alma que não quer sair
A podridão que me tenta a ficar parado
Sem me deixar ir
Dentro de mim existe o progresso
A vontade com precisão
Existe, ainda que imperfeita
Parte da perfeição
Dentro de mim há uma face coberta por máscaras e nua
De tal forma que você não me enxergará jamais como eu me enxergo
Apenas como você consegue ver
Dentro de mim há o complexo
Simplicidade e humildade
Há o pensamento a procurar um nexo
Em viver algo que não sou
Mas independente do que as palavras digam
Do que o mundo me tente a acreditar
Que sou igual
Dentro de mim não existem palavras nem sentimentos
Há, apenas, amor.
Existe o erro, o acerto e a razão
O amor, o ódio e a compaixão
Dentro de mim há um universo congruente, paralelo e individual
Existe o Big Bang
A missa e o carnaval
Dentro de mim existe um eu
Dois eus
Três eus, vários eus
E eu só
Dentro de mim existe o verbo
Que me diz que dentro de mim existe ti
E dentro de ti
Estou eu
Em perfeito estado, preservado como um provérbio
Dentro de mim existe o alívio do julgamento errado
A mancha na alma que não quer sair
A podridão que me tenta a ficar parado
Sem me deixar ir
Dentro de mim existe o progresso
A vontade com precisão
Existe, ainda que imperfeita
Parte da perfeição
Dentro de mim há uma face coberta por máscaras e nua
De tal forma que você não me enxergará jamais como eu me enxergo
Apenas como você consegue ver
Dentro de mim há o complexo
Simplicidade e humildade
Há o pensamento a procurar um nexo
Em viver algo que não sou
Mas independente do que as palavras digam
Do que o mundo me tente a acreditar
Que sou igual
Dentro de mim não existem palavras nem sentimentos
Há, apenas, amor.
sábado, 5 de junho de 2010
Ilusão
Sei, já não são meus, vento levou.
Tempos que não mais voltam e então o que eu fiz por mim e por quem amei?
Só desilusão, reconheci
Não construí o que planejei,
pouco abracei e não ofereci perdão.
Já não alcanço o passado, meus limites reconheci
O hoje é tudo o que tenho, isso entendi.
Preciso trazer à memória histórias que desprezei... Não posso me esquecer,
tenho que oferecer Flores em Vida...
Enquanto é dia
Devo viver.
- Janah -
Tempos que não mais voltam e então o que eu fiz por mim e por quem amei?
Só desilusão, reconheci
Não construí o que planejei,
pouco abracei e não ofereci perdão.
Já não alcanço o passado, meus limites reconheci
O hoje é tudo o que tenho, isso entendi.
Preciso trazer à memória histórias que desprezei... Não posso me esquecer,
tenho que oferecer Flores em Vida...
Enquanto é dia
Devo viver.
- Janah -
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