sexta-feira, 9 de julho de 2010

Obsessão

Você nem sabe o que é bom, como pode dizer o que é melhor?
Qual a sua lógica?
Você nem sabe andar sozinha, como poderia me guiar?
Conte-me sua história
Talvez assim confie na sua sorte
E deixe de lado minha roupa rasgada e meu terno de veludo
Aposente meu dom de vagar
De andar por aí, procurando por mim
Mas você não me conhece
E nem me concede o desejo de querer
Você estraga minha fé
Embaça minha visão
Como pude segurar sua mão?
Não me olhe nos olhos
Nem se tente a me convencer de que não sei o que quero
Já tenho minha própria obsessão
Ando porque gosto de andar
E amo pela vontade de amar
Mas te rejeito por sua imposição
Aprenda a viver e me deixe aos olhos serenos
Para que possam me lembrar
Que um dia me enganei com você.

Nenhum comentário:

Postar um comentário