Ao amor digo palavras,
ao coração dito escrituras
mesmo sem ter poder á altura
o que mais posso fazer
a não ser escrever num papel vazio
o vazio de minhas palavras simultaneamente soltas e presas a meus pensamentos?
(Oposto de meus sentimentos)
Sem dor, sinto calor
Despojo-me ao vento
E então, caiu do céu como um anjo desfalecido
deito na areia do deserto
Dói a perda do meu sol
Converso abatido com meu coração
que não, não me dá perdão
O sol que não me queimava
tornou-se aura subversiva
e como uma verdadeira quimera, habito agora o mundo das incertezas
A solidão de ter me perdido mostrou-me caminhos
os quais toda a maestria da pureza cairia em perdição
restando-me areia, barro e pó
teu nome escrito com borracha pelas linhas de meu destino, só.
E ao amor, não digo mais nada.
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