quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Utopias

E pensar que tuas lágrimas eram utopias
Pensar que atirar palavras em um papel encheria meu coração
Vazio e amargo, mas doce e cheio de amor
E mesmo que um dia viesse a secar sei que tuas lágrimas o preencheriam novamente
Não me entenda errado, por favor,
não anseio pelo seu choro, muito menos por sua tristeza
Anseio pela minha utopia; teu amor
Que com toda a dor que sinto
É o mais natural dos perdões
É a mais simples das canções
É o mais belo poema que pude contemplar e amar
No sentido literal da palavra
No sentido humano mesmo
Se a vida e a morte estão interligadas
Quem sou eu para separar a alegria da dor?
Quem sou eu para separar o poeta da poesia?
Quem sou eu, para separar você do amor?
Pois se é o amor que te cala, então que te domine o silêncio
Se é o amor que te chama, queima-te nos mares de palavras mal dizidas por bocas insanas e olhos perdidos
Se é o amor de quem não te ama que tu procuras, então que tu acertes, desta vez um amor não amado, um amor dilacerado pelo tempo e escravo de tua própria vontade
E tarde, certamente, estarei a te ver chorando utopias
Completando o vazio de meu coração com tuas lágrimas
Afinal, é nos meus braços que você sempre chora as dores de um outro alguém.

Um comentário:

  1. Com lágrimas nos olhos.
    Bendigo; enchesse-me
    de lado ímpar.

    O amar só, dói!
    Eu bem sei.

    Seguindo-te.

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