domingo, 28 de março de 2010

Suspeita

Gosto de admirar a felicidade alheia
O sorriso no olhar das pessoas
Os fortes abraços
As profundas amizades
As famílias imperfeitas
Religiões e seitas
As promessas de fidelidade
As juras de amor
Os heróis...Tudo me fascina, me constrói
No entanto, sinto uma parte vazia
Algo que me foge
Que ao mínimo esforço me desconserta
Consome, e domina
Algo que me queima a alma
Me resume em segundos
a momentos profundos de " tudo-que-não-sei "
Aprenseta-se de forma tão intensa
Que é impossível passar despercebido sem deixar
No mínimo, uma cicatriz
Então fecho os olhos
A fim de encontrar
A causa desse súbito impulso de emoção,
Afinal vem lá de dentro,
É bem profundo...
Mas quando fecho os olhos encontro os seus
Ao me envolver em meus braços
A fim de sentir de me sentir seguro
Sinto teu corpo a abraçar o meu
E desabrocho, em um choro silencioso
Deixo-me levar
Pelo suposto calor de nossos corpos entrelaçados
Pelo poder dos teus olhos a me fitar
A tua presença rente a minha
A lembrança dos súbitos momentos
Que de fato vivemos
Teus poucos abraços
E me conforto...
Momentaneamente desencontrado
Acordo!
Com a leve impressão que descobri o motivo do meu vazio

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